Receitas para diabetes gestacional

Diabetes e gravidez, já que não é incompatível, ainda sim, é um período de risco, em que os cuidados devem extremarse. A alimentação distribuída em seis vezes ao dia e a atividade física depois das refeições ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.

EFE/(a) luís Mo

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A diabetes é uma doença crônica que ocorre quando os níveis de açúcar ou glicose no sangue estão alterados dando lugar às hipoglicemias (descida) ou hiperglucemias (subida) que devem ser controlados com alimentos e medicamentos. Se este controle é fundamental para qualquer diabético, no caso das grávidas requer especial atenção por alterações metabólicas próprias da gestação, pois pode causar diabetes gestacional.

No caso das mulheres com diabetes tipo 1 e tipo 2, o que é muito importante planejar a gestação com um controle metabólico prévio e um tratamento intensivo com insulina, explica o doutor José López, membro do Grupo de Diabetes e Gravidez da Sociedade Espanhola de Diabetes.

E quando a diabetes aparece durante a gravidez?

Entre 9 e 15% das mulheres grávidas não previamente diabéticas desenvolvem uma diabetes gestacional.

E isso se deve ao fato de que neste período há cerca de maiores necessidades de insulina para as adaptações metabólicas e se o pâncreas essa mulher não produz quantidade suficiente de insulina, os níveis de glicose aumentam e podem provocar partos com cesariana, sofrimento fetal e até a morte intrautero do bebê, explica o também chefe de Serviço de Endocrinologia e Nutrição do Hospital nossa Senhora da Saúde de Toledo.

Esta diabetes gestacional aparece de forma silenciosa, há que procurá-la para poder diagnosticarla e é necessário que todas as gestantes, entre as semanas 24 e 28, passem determinadas testes de diagnóstico, como o teste de OSullivan.

A melhor maneira de alimentar-se

As regras de alimentação são iguais tanto para as mulheres com diabetes estacional como com diabetes prévia, embora as primeiras são ensinados a controlar os níveis de glicemia através da dieta e da atividade física.

As diretrizes nutricionais durante a grávida com diabetes baseiam-se, fundamentalmente, em praticar uma dieta equilibrada e saudável, o que deve levar qualquer grupo de população:

  • Adequar o aporte calórico: Ajustar a quantidade total de energia ou alimento que tem que consumir por dia de acordo com suas necessidades. Vai depender do peso que a mãe tinha antes e o ganho total de peso durante a gravidez. Uma gestante com peso normal precisa de 30 a 35 quilocalorias por quilo de peso ao dia, enquanto que uma mãe obesa precisa de menos, cerca de 25 quilocalorias.
  • Aconselha-Se a não fazer dietas muito restritivas, pois geram acetona e hipoglicemias que são prejudiciais para a criança.
  • Dividir a quantidade total de alimento em seis vezes ao dia, de forma que não fique mais de 2 ou 3 horas, no período de jejum durante o dia e à noite, e não mais de 8 horas para evitar que a mãe use gorduras e gerar corpos cetónicos que podem passar para a criança. Se devem fazer as três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e ao menos outras três doses intermediárias (a meio da manhã, lanche da tarde e antes de ir para a cama).
  • Alimentos básicos: os lácteos por seu teor elevado de cálcio. Devem-Se consumir três porções como um copo de leite, dois iogurtes e queijo. Outro ponto fundamental são as verduras, para almoçar e para jantar, complementado com fécula que leva fibras, como feijão, batata, macarrão. Duas porções de proteínas: 100/125 gramas de carne ou peixe e o ovo. Frutas: de 3 a 4 peças após a refeição ou entre as refeições. Também cereais e pão no café da manhã.
  • Evitar ao máximo os alimentos ricos em açúcar e gordura saturada (pastelaria, pré-cozinhados..)
  • No caso de uma hipoglicemia (que se deve evitar ingerir alimentos a cada 2 ou 3 horas), a grávida pode ingerir glicose ou hidratos de carbono. O ideal é tomar hidratos de carbono complexos (pão, feijão, batata, arroz)
  • Atividade física é imprescindível para complementar a dieta. A grávida deve caminhar de 20 a 30 minutos diários. A diabetes gestacional é recomendável que as mulheres façam uma atividade física macia, depois de cada refeição, porque é quando o açúcar sobe mais.
  • Amamentação: as recomendações nutricionais são semelhantes às da gravidez, com especial incidência no consumo de três porções de laticínios (que aumentem a produção de leite materno), além de beber água e manter o aporte de proteínas.

Diga-me quanto pesos e te direi como será o seu filho

O doutor José López insiste na necessidade de que a mãe chegue ao gravidez com um peso ideal e se alimente adequadamente porque se alimenta muito e se alimenta pouco, tudo contribui para alterar o crescimento da criança.

Se a criança nasce baixo peso e com peso excessivo tem possibilidades de desenvolver síndrome metabólica (obesidade, hipertensão, risco cardiovascular)

Muitas crianças macrosómicos (aqueles que nascem com mais de 4 quilos) são filhos de mães diabéticas e com problemas de obesidade. A importância que a mulher chegue ao gravidez com o peso ideal, que se alimente bem e ganho ponderal para prevenir a saúde metabólica de sua descendência, aponta o médico.

E no caso de mulheres diabéticas é uma obrigação, não é apenas uma recomendação.

E depois do parto, o que acontece com a diabetes gestacional?

Em uma diabetes gestacional, há que rever a mãe aos dois meses do parto para ver como ficou o seu metabolismo. Nessa prova, já que 10% das mulheres podem apresentar algum grau que pode ser controlada com dieta. É necessário avaliar anualmente o metabolismo dessas mulheres, já que têm um risco de diabetes.

Ao cabo de 10 ou 15 anos de diabetes gestacional, mais de 40% podem desenvolver uma pré-diabetes ou diabetes fora da gravidez e, normalmente, possuem outros marcadores da síndrome metabólica (obesidade, hipertensão, aumento do risco cardiovascular) E isso há que tentar impedi-lo, seguindo as recomendações de uma alimentação saudável e perder quilos em caso de excesso de peso e obesidade.

Fonte:http://www.mulhersemprelinda.com/goldchef/